quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 - 12:15
Post pós-carnaval!
E, aí, amigas, como passaram o carnaval? Aqui em João Pessoa, como o carnaval é muito fraco e eu nunca fui muito chegada na folia, resolvi ficar em casa mesmo, até por falta de opção. Apenas à tarde, eu e meu marido pegávamos as crianças e íamos de carro dar uma volta pela orla marítima, que por sinal anda muito movimentada em razão dos turistas, como forma de espairecer, ver as paisagens, sem contar que os meninos ficam muito felizes quando passeiam de carro...rs.
Eu havia escrito um post super "baixo-astral", o qual ainda ficou no ar por algumas horas, mas resolvi deletá-lo para não ficar batendo na mesma tecla. Nós estamos no mês de fevereiro, ainda no início do ano e ainda dá tempo de fazer um ano diferente na minha vida. Olha, eu sei que esse blog é público, que aqui é meu diário virtual e que, portanto, posso escrever o que quero, mas não acho justo está falando sempre as mesmas coisas, sobre o que me deprime e blábláblá...o correto é ir buscar ajuda, buscar à Deus, traçar objetivos que me façam engradecer como pessoa, por que ficar se lastimando é dose, ficar "sofrendo por antecipação" por um monte de coisas, também não dá. Sei que posso ser muito melhor do que sou, meus filhos, meu marido, minha família e meus amigos merecem me ver de uma maneira diferente. Xô, depressãooooooo!!!
Bem, segunda-feira começam as aulas de Davi. Eitaaaa, estarei cortando o cordão umbilical que sempre insiste em continuar grudado entre eu e meus filhos...rs. Nossa, ontem passou um filme pela minha cabeça, por que Davi pediu para eu colocar o "DVD do aniversário de Davi" (é, ele fala desse jeito mesmo: "Mãe, coloca o DVD do aniversário de DAvi"? Aí, depois ele diz "O aniversário de Davi é meuuuuuuuuu!" kkkkkkk!). Durante a exibição do DVD do aniversário dele de 1 aninho, eu fiquei pensando em tudo o que aconteceu, desde a minha gravidez até os dias de hoje. Pensei, o quanto ele foi e é guerreiro. Lembro-me bem quando ele nasceu e a pediatra (ai, não gosto nem de lembrar daquela mulher, se eu fosse ela já teria rasgado o diploma de medicina há muito tempo!) prescreveu que as enfermeiras colocassem 10 ml de leite para ele tomar, VIA SONDA, por que segundo ela essa seria a única maneira que ele conseguiria se alimentar. Pois bem, quando nasce alguma criança com fissura lábio-palatina no hospital em que Davi nasceu, Dr. Paulo Germano, o único cirurgião de João Pessoa especialista em fissuras, logo é chamado para fazer uma avaliação do caso. Só sei que quando Dr. Paulo viu Davi, alimentando-se por sonda, pediu que esta fosse retirada imediatamente e que providenciássemos a mamadeira dele, pois ele iria tomar leite na mamadeira. Sendo assim, meus pais vieram para casa, pegaram a mamadeira e levaram para o hospital. Foi uma verdadeira festa, tanto dos meus familiares quanto das enfermeiras do berçário, pois Davi pegou a mamadeira logo "de primeira" e tomou os 10 ml rapidinho. Lógico que ficou querendo mais, afinal 10 ml não era nada para um bebezinho faminto. Essa foi a primeira superação de Davi.
Quando Davi estava com 5 dias de nascido, eu estava dando a mamadeira pra ele e notei que ele estava ficando roxinho, quando tirei a mamadeira da boca do menino, ele estava totalmente cianótico. Eu fiquei doida, entreguei o menino para Wellington, corri para o telefone e liguei para a TAL médica que foi a pediatra dele no hospital. Ela me disse que não poderia fazer nada, por que já tinha alguns compromissos inadiáveis, eu a mandei "tomar naquele lugar" (desculpem, amigas) e corri com Davi para a maternidade que meu trabalha. Quando as pediatras (foram 2) o examinaram, disseram que ele estava bem e que provavelmente ele havia se sufocado com o leite que entrou nas vias nasais, mas que acreditavam que em razão da grande extensão da fissura de Davi, ele só poderia ser alimentado por sonda. Saí de lá, liguei para Dr. Paulo Germano, e ele me disse que nem inventasse esse negócio de sonda, que ele já tinha feito 1.500 cirurgias de fissuras lábio-palatinas e sabia que todos os fissurados conseguiam tomar leite na mamadeira. Confiei nas palavras dele e Davi NUNCA PRECISOU TOMAR LEITE VIA SONDA. Mais uma superação.
Então, procurei uma nova pediatra para atender DAvi mensalmente e tentei apagar o fantasma da pediatra "da sala de parto". Encontrei uma ótima pediatra, e ela disse que pela experiÊncia dela, geralmente crianças com fissuras tinham dificuldade de ganhar peso mensalmente. Davi ganhava, 1 kg-1.200 kg por mês até o 6º mês de vida, ou seja, ganhava peso normalmente. Como ele nasceu com 2.995 e na primeira semana de vida chegou à 2.665 kg, eu achei que ele não chegaria aos 6 kg esperados no terceiro mês de vida e que seriam fundamentais para a realização da primeira cirurgia, a reconstrução do lábio superior. O menino, mesmo com cólicas constantes e refluxo, chegou aos três meses, pesando os 6 kg necessários para a realização da cirurgia. Eita, essa superação foi de encher os olhos!
Quando eu estava grávida, algumas pessoas me diziam que criança fissurada tem tendência a ficar desidratada e desnutrida, pois não consegue se alimentar direito. Davi nunca ficou desidratado e nunca ficou interno em hospital por causa de subalimentação. Muito pelo contrário, até os 11 meses de vida, ele comia dois pratinhos cheios de comida no almoço (snif,snif, que saudade dessa época. Hoje ele não chega nem perto de comida de panela).
Só falta agora sair das fraldas, tomar gosto novamente pela comidinha do almoço e jantar, se adaptar na escolinha e conseguir falar um pouquinho melhor, de maneira que todos o entendam bem. Quem duvida que ele consegue? Eu não duvido, nunca duvidei.
Ah, Davi e Bruninho agoram brincam muito juntos. Já interagem bastante. Quando um acorda, já procura o outro para brincar. Que fase bacana!!! Obrigada, meu Deus por tudo que me destes. É, por isso, que apaguei aquele post tão sem graça, por que sei que tenho muito mais a te agradecer do que a te pedir.
É isso, amigas, vou ficando por aqui. Depois, venho com mais novidades. Beijos!!!
OBS: Mariana, Regiane, Sela e Alek obrigada pela força ontem no msn. Agradeço de coração!
Eu havia escrito um post super "baixo-astral", o qual ainda ficou no ar por algumas horas, mas resolvi deletá-lo para não ficar batendo na mesma tecla. Nós estamos no mês de fevereiro, ainda no início do ano e ainda dá tempo de fazer um ano diferente na minha vida. Olha, eu sei que esse blog é público, que aqui é meu diário virtual e que, portanto, posso escrever o que quero, mas não acho justo está falando sempre as mesmas coisas, sobre o que me deprime e blábláblá...o correto é ir buscar ajuda, buscar à Deus, traçar objetivos que me façam engradecer como pessoa, por que ficar se lastimando é dose, ficar "sofrendo por antecipação" por um monte de coisas, também não dá. Sei que posso ser muito melhor do que sou, meus filhos, meu marido, minha família e meus amigos merecem me ver de uma maneira diferente. Xô, depressãooooooo!!!
Bem, segunda-feira começam as aulas de Davi. Eitaaaa, estarei cortando o cordão umbilical que sempre insiste em continuar grudado entre eu e meus filhos...rs. Nossa, ontem passou um filme pela minha cabeça, por que Davi pediu para eu colocar o "DVD do aniversário de Davi" (é, ele fala desse jeito mesmo: "Mãe, coloca o DVD do aniversário de DAvi"? Aí, depois ele diz "O aniversário de Davi é meuuuuuuuuu!" kkkkkkk!). Durante a exibição do DVD do aniversário dele de 1 aninho, eu fiquei pensando em tudo o que aconteceu, desde a minha gravidez até os dias de hoje. Pensei, o quanto ele foi e é guerreiro. Lembro-me bem quando ele nasceu e a pediatra (ai, não gosto nem de lembrar daquela mulher, se eu fosse ela já teria rasgado o diploma de medicina há muito tempo!) prescreveu que as enfermeiras colocassem 10 ml de leite para ele tomar, VIA SONDA, por que segundo ela essa seria a única maneira que ele conseguiria se alimentar. Pois bem, quando nasce alguma criança com fissura lábio-palatina no hospital em que Davi nasceu, Dr. Paulo Germano, o único cirurgião de João Pessoa especialista em fissuras, logo é chamado para fazer uma avaliação do caso. Só sei que quando Dr. Paulo viu Davi, alimentando-se por sonda, pediu que esta fosse retirada imediatamente e que providenciássemos a mamadeira dele, pois ele iria tomar leite na mamadeira. Sendo assim, meus pais vieram para casa, pegaram a mamadeira e levaram para o hospital. Foi uma verdadeira festa, tanto dos meus familiares quanto das enfermeiras do berçário, pois Davi pegou a mamadeira logo "de primeira" e tomou os 10 ml rapidinho. Lógico que ficou querendo mais, afinal 10 ml não era nada para um bebezinho faminto. Essa foi a primeira superação de Davi.
Quando Davi estava com 5 dias de nascido, eu estava dando a mamadeira pra ele e notei que ele estava ficando roxinho, quando tirei a mamadeira da boca do menino, ele estava totalmente cianótico. Eu fiquei doida, entreguei o menino para Wellington, corri para o telefone e liguei para a TAL médica que foi a pediatra dele no hospital. Ela me disse que não poderia fazer nada, por que já tinha alguns compromissos inadiáveis, eu a mandei "tomar naquele lugar" (desculpem, amigas) e corri com Davi para a maternidade que meu trabalha. Quando as pediatras (foram 2) o examinaram, disseram que ele estava bem e que provavelmente ele havia se sufocado com o leite que entrou nas vias nasais, mas que acreditavam que em razão da grande extensão da fissura de Davi, ele só poderia ser alimentado por sonda. Saí de lá, liguei para Dr. Paulo Germano, e ele me disse que nem inventasse esse negócio de sonda, que ele já tinha feito 1.500 cirurgias de fissuras lábio-palatinas e sabia que todos os fissurados conseguiam tomar leite na mamadeira. Confiei nas palavras dele e Davi NUNCA PRECISOU TOMAR LEITE VIA SONDA. Mais uma superação.
Então, procurei uma nova pediatra para atender DAvi mensalmente e tentei apagar o fantasma da pediatra "da sala de parto". Encontrei uma ótima pediatra, e ela disse que pela experiÊncia dela, geralmente crianças com fissuras tinham dificuldade de ganhar peso mensalmente. Davi ganhava, 1 kg-1.200 kg por mês até o 6º mês de vida, ou seja, ganhava peso normalmente. Como ele nasceu com 2.995 e na primeira semana de vida chegou à 2.665 kg, eu achei que ele não chegaria aos 6 kg esperados no terceiro mês de vida e que seriam fundamentais para a realização da primeira cirurgia, a reconstrução do lábio superior. O menino, mesmo com cólicas constantes e refluxo, chegou aos três meses, pesando os 6 kg necessários para a realização da cirurgia. Eita, essa superação foi de encher os olhos!
Quando eu estava grávida, algumas pessoas me diziam que criança fissurada tem tendência a ficar desidratada e desnutrida, pois não consegue se alimentar direito. Davi nunca ficou desidratado e nunca ficou interno em hospital por causa de subalimentação. Muito pelo contrário, até os 11 meses de vida, ele comia dois pratinhos cheios de comida no almoço (snif,snif, que saudade dessa época. Hoje ele não chega nem perto de comida de panela).
Só falta agora sair das fraldas, tomar gosto novamente pela comidinha do almoço e jantar, se adaptar na escolinha e conseguir falar um pouquinho melhor, de maneira que todos o entendam bem. Quem duvida que ele consegue? Eu não duvido, nunca duvidei.
Ah, Davi e Bruninho agoram brincam muito juntos. Já interagem bastante. Quando um acorda, já procura o outro para brincar. Que fase bacana!!! Obrigada, meu Deus por tudo que me destes. É, por isso, que apaguei aquele post tão sem graça, por que sei que tenho muito mais a te agradecer do que a te pedir.
É isso, amigas, vou ficando por aqui. Depois, venho com mais novidades. Beijos!!!
OBS: Mariana, Regiane, Sela e Alek obrigada pela força ontem no msn. Agradeço de coração!
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