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quarta-feira, 3 de outubro de 2007 - 09:17

Lábio leporino: um risco à criança

Popularmente conhecida como lábio leporino, a fissura labiopalatal é uma abertura na região do lábio e/ou palato do recém-nascido ocasionada pelo não fechamento destas estruturas na fase embrionária, isto é, entre a 4ª e a 12ª semana de gestação.

As fissuras podem ser unilaterais ou bilaterais e variam desde formas mais leves como cicatriz labial ou úvula bífida (“campainha” dividida) até formas mais graves como as fissuras completas de lábio e palato. As fissuras podem deixar o canal oral em contato com o nasal.

Em cada 650 nascimentos no Brasil, uma nasce com fissura labiopalatal. Por acaso, mamãe, você sabe quais são as principais causas para o surgimento dessa anomalia? Uso de álcool ou cigarros, a realização de raios X na região abdominal, a ingestão de medicamentos, como anti-convulsivantes ou corticóide, durante o primeiro trimestre gestacional, deficiência nutricional, além da hereditariedade. Ou seja, dependendo dos casos, essa deformidade poderia ser evitada não fosse a conduta irresponsável da mãe durante a gravidez.

Com a alteração da anatomia da face, há maior risco das crianças aspirarem o alimento provocando infecções como otites e pneumonias. As otites podem causar prejuízos no desenvolvimento da fala e linguagem. As anemias também são freqüentes nas fissuras labiopalatais normalmente solucionáveis com uma dieta balanceada e sulfato ferroso.

O aleitamento materno é indicado para evitar infecções, combater a anemia e fortalecer a musculatura da face e boca. Conseqüentemente, o ato de sucção faz com que haja aumento no vínculo entre mãe e bebê. Pode ser que a criança precise de um complemento alimentar.

A presença desse tipo de alteração congênita causa enorme choque nos pais que, geralmente, esperavam uma criança perfeita. Mesmo naqueles que descobrem a anomalia no pré-natal pelo ultra-som o impacto é grande. A fissura labial é aparente, já que se localiza no rosto, área de grande importância estética. A anomalia afeta o palato, causando ansiedade, pois há refluxo da alimentação do bebê pelo nariz, além dessas fissuras causarem desarmonia facial.

Tratamentos - Sem o devido tratamento, as fissuras podem provocar seqüelas graves, como a perda da audição, problemas de fala e déficit nutricional, além do sofrimento com o preconceito. É possível a total reabilitação do paciente com fissura labiopalatal. Quanto mais cedo a intervenção, melhor. O inconveniente é que o tratamento é longo, tendo início desde o nascimento até a fase adulta, passando por várias cirurgias corretivas e estéticas.

Uma equipe multidisciplinar deve estar envolvida nessa reabilitação, como médicos, fonoaudiólogo, nutricionista, dentista, psicólogos e assistente social. A troca de informações entre os profissionais é fundamental para o tratamento da criança, pois um fator interfere diretamente no outro, no que diz respeito aos dentes, à fala, à face, às funções alimentares e ao desenvolvimento psicossocial.

Cirurgia inicial - A primeira cirurgia, de lábio e palato mole, já pode ser realizada aos três meses de idade da criança. Já a cirurgia de palato duro é realizada apenas aos 18 meses de idade. Para uma boa alimentação e a criança não refluir alimento pelo nariz até a cirurgia do palato duro, são desenvolvidas placas palatinas pré-moldadas, de fácil manejo e é realizada orientação da posição correta para alimentar o bebê.

No Brasil, são encontrados vários centros especializados no atendimento de pacientes com fissuras labiopalatais pelo SUS. A grande referência nacional é o Centrinho/USP de Bauru. Procure consultar qual o centro mais perto de você.

Os pais que descobrirem seu filho com fissura labiopalatal devem procurar todos os tipos de orientações para possibilitarem a total reabilitação do seu filho. Fiquem tranqüilos; a rejeição, negação e sentimento de culpa são normais no primeiro momento, mas com ajuda profissional vocês e seu bebê terão uma vida saudável e feliz.

Dicas

Procure a melhor posição para amamentar seu bebê com fissura. Você e lê irão descobrir como a amamentação pode ser possível e prazerosa.

Não dispense orientação psicológica, idealizar um filho e este sonho não se concretizar no dia do nascimento é doloroso e frustrante.

Faça corretamente todos os acompanhamentos necessários para seu filho para que a reabilitação seja total e sem traumas para você e para a criança.

Bruno Rodrigues
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/recemnasc/labio_leporino.htm
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Então, pessoal, tem uma parte no texto em que destaquei em negrito, na qual o autor do texto diz que muitas crianças poderiam não nascer com fissuras lábio-palatinas, caso a mãe não tivesse tido uma conduta irresponsável durante a gestação. Devo dizer que concordo em partes com o que foi explicitado na reportagem, visto que nem sempre os comportamentos e hábitos maternos poderão evitar o surgimento desta má-formação. Veja meu caso, sou uma pessoa que não bebo (nem socialmente), não fumo, não me alimento tão bem, mas também nem tão mal, tomei ácido fólico durante os três primeiros meses de gravidez e mesmo assim Davi nasceu com fissura. Talvez isso se explique pelo fato de que meu esposo tem um irmão que nasceu com má-formação, só que no caso dele foi pé torto congênito. Além disso, na gravidez de Bruno procedi da mesma maneira e Bruno não nasceu com nenhuma má-formação. Então, não devemos pensar que todos os casos de lábio leporino ocorrem por irresponsabilidade materna.

Ah! Estou postando aqui uma montagem com as fotos de Davi, antes e depois da cirurgia de reconstituição labial. O lábio dele ficou perfeitinho. Beijos!



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